4 de julho de 2007

BICHOS INTRIGANTES DA FAUNA SERTANEJA: O PASSARINHO DE FORQUILHA


Passarinho de Forquilha
(Autor desconhecido)

Habitava numa forquilha
Um bicho preto papudo,
Meu amigo o bicho é mudo,
E parece que tem magia;
Tem a boca vertical,
Bem no meio um sinal
É um pouco saliente
Tem catinga permanente
E perfume individual

Um tatu, sei que não é
Pois o bicho é cabeludo
Se come com pelo e tudo
Não se come de colher
Dá até pra se chupar
Não é peixe nem verdura
Mas se conserva a altura
De homem baixo alcançar

É assim como uma lesma
Visga e cheira a bacalhau
Se alimenta de mingau
Engorda e fica sebento
É abrigado ao relento
Vive sempre resfriado
Mas sendo higienizado
Fede menos mas não cheira
Faz a barba e tem coceira
E dá prejuízo ao barbado
Tem cara oferecida
Hospeda e não dá dormida
Comeu vá se retirando
Entra enxuto e sai pingando
Quem nele encontrar guarida

6 comentários:

Anônimo disse...

caro violero, parabens fazia tempo que eu procurava por esta poesia. obrigado. joão sá

violeiro21 disse...

...e eu pensei que fazia tempo que tu procurava um passarinho de forquilha...

Birino Fidelis disse...

Excelente o Blogger Sertão do Fiofó.
Severino Fidelis de Moura, pernambucano de Amaraji.

Esse mesmo poema em outra versão:

QUE BICHO É ESSE?
Autor: Anônimo

Reside em uma forquilha
Um bicho preto e papudo
Meu amigo eu só cuido
Que esse bicho tenha magia

É feito sem serventia
Tem uma boca vertical
No meio tem um sinal
Que é um pouco saliente

Tem catinga permanente
E um tamanho natural
Tatu sei que não é
Pois o bicho é cabeludo

Se come com pelo e tudo
Pode raspar se quiser
Também pode comer em pé
Querendo pode chupar

É salgado sem ter sal
Nem é peixe nem verdura
Conserva-se a uma altura
De qualquer um alcançar

Ele é um tanto lesmento
Tem visgo de bacalhau
Se alimenta de mingau
Engorda e fica sebento

Vive abrigado ao relento
Mesmo assim é resfriado
Ele sendo bem lavado
Fede menos, mas não cheira

Faz a barba e tem coceira
Dar prejuizo a barbado
Dormida só pra casal
Quem vir atrás que se amole

Comida dura ele engole
E mole não quer aceitar
É aconselhável ir de frente
Mas por traz dar pra acertar

Edvaldo Henrique disse...

Conheço esse poema desde a década de 80.
Um primo meu, Roque, já falecido, recitava a segunda versão desse poema, dentre vários outros, sempre em nossas rodadas de cervejas.
Primo Roque era uma figura bem conhecida em Garanhuns e cidades vizinhas.

Anônimo disse...

O que será?mesmo sendo poema qual será o bicho?

blogdovereadorcastanha disse...

Muito bom!